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Carmelitana e pesquisadora, após um ano, volta a relatar o enfrentamento da pandemia em Nova Iorque, considerada o epicentro do coronavírus

 

Carmelitana e pesquisadora, após um ano, volta a relatar o enfrentamento da pandemia em Nova Iorque, considerada o epicentro do coronavírus

A pesquisadora e carmelitana, Celiane Carvalho, mora em Nova Iorque há três anos. No ano passado, no auge da contaminação pelo coronavírus, ela enviou a esta coluna um relato da situação na cidade, considerada como o epicentro da proliferação da doença. Um ano depois, com a chegada de vacinas e redução da contaminação, ela conta como está a vida na cidade americana:

“O lockdown inicial surtiu efeitos consideráveis o que permitiu aproveitarmos o verão do ano passado um pouco mais “tranquilos”, pois os números realmente estavam baixos e de certa forma “controlados”. O governo de NY, desde o início, incentivou que a população seguisse as medidas protetivas: distanciamento social, utilização de máscara, lavagem das mãos, além da realização frequente de testes para a detecção do vírus (gratuito para todos). E também divulgou campanhas para que as pessoas não aglomerassem durante os principais feriados nacionais. Além disso, frequentemente verificava as possibilidades de flexibilizar ou endurecer as restrições sempre checando os números de casos da doença.

Durante o lockdown, muitas pessoas deixaram a cidade; assim como empresas e muitos negócios, na sua imensa maioria pequenos, faliram. Hoje NYC tem outra cara! Os bares e restaurantes foram autorizados, ainda no ano passado, a montar estruturas nas vias públicas para que voltassem a funcionar. Por causa do inverno rigoroso desse ano, os restaurantes funcionaram com 25% da capacidade interna; hoje atendem na área externa e com 50% internamente. Essas estruturas vieram e deram ar novo e um charme à cidade! 

Atualmente, pela boa evolução e queda nos casos de COVID estudam a volta do público aos eventos esportivos, como os jogos de basquete, beisebol, futebol americano e até a abertura dos teatros da Broadway. Se preciso, realizarão os testes na entrada dos ginásios e teatros.

Com a eleição do presidente Biden, a vacinação foi acelerada. O presidente visitou pessoalmente as principais farmacêuticas (Pfizer, Moderna e Johnson & Jonhson/Janssen) para garantir recursos e acelerar a produção das vacinas. Ele e a vice-presidente Kamala Harris estão visitando todos os estados e conferindo in loco os centros de eventos e ginásios que foram transformados em enormes polos de vacinação. O que no início atendia como hospitais de campanha foram reorganizados em locais para receber e vacinar milhares de pessoas por dia. O governo americano recrutou as Forças de Defesa Nacional para que participem efetivamente do processo de imunização.

Biden e Kamala também estão incentivando as pessoas a se vacinarem. O que tem efeito visível, pois está uma verdadeira corrida aos locais de vacinação. Nessa combinação de fatores, a primeira previsão do governo era de que até o final de julho, 90% da população americana elegível estaria vacinada. A previsão atual é que no final de maio isso aconteça. Mesmo assim, após a vacinação, o governo conscientiza a população a não relaxar com os cuidados em relação à prevenção. Uma vez que a eficácia das vacinas ainda não é completamente esclarecida em relação às novas variantes do corona vírus.

Assim como há três anos eu renasci e me reinventei na minha profissão em uma cultura diferente, há um ano os EUA vem renascendo em meio às incertezas da pandemia da COVID-19. Tenho a convicção de que o Brasil e nosso povo também tem arraigado em nossos valores a característica de se reerguer em momentos difíceis e adversos. É preciso ter muita fé, esperança, resiliência e entender que o mais importante é aprender com os erros da batalha, se preparar para a próxima e acreditar que fracassar em uma não é perder a guerra inteira. Todos nós somos capazes de renascer e nos reinventar em meio ao caos; que sejamos fênix!”.

 

 

 

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