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Tempos vividos: Identidade, Memória e Cultura

Tempos vividos: Identidade, Memória e Cultura

Estas memórias, escritas por Edgar Pereira da Silva, mostram um painel da vida carmelitana no período de 1930 a 1970, com suas culturas sociais regadas a fatos curiosos. Cada fato é abordado pelo autor com a autoridade de quem conheceu de perto seus principais protagonistas.

As origens do Grêmio Esportivo Carmelitano (GEC) remontam ao início do século passado, quando pequenos saraus eram realizados nas casas das moças da sociedade carmelitana. Nicota Paiva, Maria Tito Pereira, Umbelina Benfica, esposas dos Senhores João Pinto Vilela, Jonas Bento e outros. Essas reuniões eram dançantes, duravam pouco tempo e eram abrilhantadas por músicos locais como Honor de Castro, Maria Tito, Carmelita Figueiredo, José Maria, José Cabral, Eleutério Guilhermino dentre outros. Nessas reuniões foram surgindo ideias da criação de um Clube Social onde se pudesse acontecer reuniões festivas de vários tipos.

Surgiu, por volta dos anos 30, na praça hoje Tito Carlos Pereira, o primeiro local e esboço do Grêmio Esportivo Carmelitano. Seus fundadores e primeiros presidentes, os Senhores Agripino Marinho, Manoel Mendonça, Milton de Araujo Pereira, Geraldo de Andrade Vilela, dentre outros. Alguns anos depois, na década de 40, foi adquirido terreno na rua hoje chamada de Camilo Achar, um terreno onde se construiu a primeira sede. Com um estatuto social criativo e severo, deu-se origem a uma sociedade seleta e promissora. Bailes e mais bailes foram sendo realizados, porém acabavam cedo, pois na época as construções não tinham banheiros.

Na década de 50, com a instalação de banheiros, os bailes se prolongaram até altas noites. Havia bailes para homenagear formandos, bailes para início social de 15 anos, bailes para festas juninas, bailes para finais de anos e maravilhosos bailes de carnaval. Eram muitas festas com ótimas orquestras como o Cassino de Sevilha e várias outras. Adquiriu-se um terreno para um campo de futebol nas cercanias, formando-se times glamorosos e campeões com José Ganguinha, Teba, Xavier, Ari Balla, Marcílio Vilela, Paraguai e tantos outros.

A sede do GEC era pequena de tamanho, mas grande de coração. Pisos bem encerados que brilhavam, um grande salão, um belo palco para orquestras e shows. Uma linda biblioteca e sala sóbria para diretoria. Porém, na década de 70, um incêndio destruiu essa pequena e bela sede, tendo o GEC adormecido por alguns anos e sendo obrigado a seguir outros destinos.

Restos do antigo prdio  Rua Camilo Aschar onde funcionava a Loja de R$1 Real.  Crdito: Nana de Minas
Restos do antigo prédio à Rua Camilo Aschar onde funcionava a Loja de R$1 Real. Crédito: Nana de Minas

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